sexta-feira, 3 de junho de 2016

Racismo e direitos sexuais são discutidos em evento da União Nacional dos Legislativos Estaduais


Uma das líderes francesas mais influentes com menos de 40 anos é a Consuela Alexandra Loras. Ela trouxe à reunião da Secretaria de Mulheres da Unale e do Comitê Executivo da Rede de Mulheres Parlamentares da Confederação do Parlamento das Américas (Copa) a palestra "Empoderamento da Mulher", abordando, inclusive, o racismo.

Consuela Alexandra recebeu, em 2013, o prêmio Mulher Destaque do Ano da Organização Brasileira das Mulheres Empresariais, título conferido pelo seu forte posicionamento transformador sobre raça, gênero, sexualidade e poder.

Em uma palestra sensível e humana, Alexandra Loras impactou e emocionou o público com relatos sobre a rotina da mulher negra em uma sociedade racista. "Somos as mulheres 52% da população mundial, devemos ocupar mais espaços. Também acho triste ver que o Brasil tem a segunda maior população negra do mundo e a representatividade dentro da mídia é muito fraca, temos só 4% de negros aparecendo na televisão brasileira e sempre em cargos serviçais como faxineira, segurança. Nossa sociedade é capaz de criar doenças como a baixa auto estima dos negros. 85% das crianças negras, com menos de 5 anos de idade, escolheram a boneca branca e loira como boazinha e a negra como feia e má. Você imagina uma criança aos 5 anos não tem auto estima suficiente para se desenvolver em uma sociedade que a inferioriza. Meu sonho é ver mais diversidade de gênero e de raça", disse Alexandra.

SEXUAIS - As deputadas Alicia Gutiérrez, presidente da Rede de Mulheres Parlamentares da Copa; e Maryse Gaudreault palestraram sobre os direitos sexuais e reprodutivos. 

A presidente da Secretaria da Mulher na Unale, a deputada mineira Celise Laviola, destacou como é significativo ter a representatividade feminina em diversos aspectos, uma vez que revelaria os anseios da maioria da sociedade. "Esse momento é muito importante para nós e revela o nosso trabalho e o envolvimento das mulheres nessa construção. O espaço tem que ser conquistado e como somos a maioria, é natural que se busque o aumento desse número", contou.

*Andreza Batalha e PC Carvalho cobrem, como enviados especiais da AID/Alepa, em Aracaju, a 20ª CNLE.


Fonte: Assembléia Legislativa
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