quinta-feira, 16 de junho de 2016

Combate à intolerância é primordial para a sobrevivência humana, afirma especialista em Relações Internacionais



Combate à intolerância é primordial para a sobrevivência humana, afirma especialista em Relações Internacionais
“Disfarçada de concepções religiosas e ideológicas, a intolerância é o grande mal da humanidade”, salienta a professora Rita do Val, de Relações Internacionais, referindo-se ao ataque na boate Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos
O atentado que vitimou 50 pessoas no último domingo (12) tem enormes desdobramentos conceituais e estruturais, suscitando vastas discussões, políticas, religiosas, de ordem de segurança, apológicas e também relativas às desigualdades. No entanto, de acordo com a coordenadora do curso de Relações Internacionais da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Rita do Val, nada disso é tão relevante quanto a intolerância, revestida de variadas formas, que se instaurou na sociedade contemporânea.
“É mais um episódio de terror, cujas causas estão fundamentadas na intolerância”, afirma a docente.
Segundo Rita, é fato que a política norte-americana, que permite e facilita a compra de toda sorte de armas, propicia que atos bárbaros como esse aconteçam. Porém, ela reforça que “a intolerância em si, disfarçada de concepções religiosas, de orientação sexual, partidária ou outras, é o grande mal que permeia a sociedade desde a sua origem”.
Conforme a especialista, ao traçarmos um paralelo com o Brasil, a intolerância também tem se mostrado presente na nossa sociedade. "Vários são os casos de ataques a homossexuais, adeptos de determinadas religiões e até a imigrantes. A diferença está na potencialização dessa intolerância, que se dá quando o estado permite que o indivíduo se arme e faça uso dessas armas quando, segundo os seus critérios, julgar necessário”.
Ela ressalta que proibir a venda e o uso de armas é medida fundamental de controle da violência. No entanto, a docente questiona que no nosso país há um amplo mercado paralelo e ilegal, que fornece toda sorte de armamentos para quem quiser e estiver disposto a comprar. "Cada vez é mais 'comum’ que o crime organizado utilize armas de uso exclusivo das Forças Armadas em suas ações”.
Segundo argumenta, embora o caminho para o combate à intolerância seja mais longo e amplo do que a proibição do uso de armas, é fundamental coibi-lo a todo custo. "Passa pela educação e pela construção de uma sociedade mais democrática, que respeite as diferenças”.
Faculdade Santa Marcelina
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