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Monopólio do cimento sob ameaça


Santarém pode receber um polo de distribuição do cimento Apodi. A possibilidade de instalação de uma unidade da empresa no município agitou o mercado consumidor local, sobretudo empresários da construção civil que veem com bons olhos a chegada de uma nova marca de cimento para abastecer o setor. A vinda da Companhia Industrial de Cimento Apodi para o oeste paraense pode ser vista também como uma ameaça ao monopólio mantido pela Nassau, única empresa que fábrica e comercializa o produto em toda a região.

A proposta de se trazer para Santarém um polo da Apodi para o município foi apresentada pelo empresário Paulo Barrudada que esta semana reuniu com o diretor comercial da companhia, Sérgio Fabiano, em Fortaleza (CE). Foi a primeira reunião realizada para discutir as providências que devem ser tomadas para instalar aqui essa unidade da empresa. O cimento é um dos principais produtos usado pela construção civil e o valor de mercado é alto para suprir as necessidades deste setor. Com uma fábrica em Itaituba, a Nassau se mantém líder em toda a região e, pelo fato de não ter concorrentes, polariza todo o comércio à sua marca. O boom do setor imobiliário aqueceu o ramo de construção civil, principalmente com a chegada de grandes empreendimentos à região e em Santarém, que em especial vive um momento próspero com grandes obras como o shopping e a construção de condomínios e prédios de luxo.

O cimento vendido aqui é trazido de fora e, devido o valor do frete, o preço final é repassado ao consumidor. Uma saca de 40 quilos custa R$ 32,00. “Estamos aguardando uma resposta positiva. A empresa está rea-lizando cálculos de frete para comprovar a viabilidade de instalação desse polo de distribuição que certamente garantirá um produto mais barato para o mercado local”, disse Paulo Barrudada.

Monopólio – Em Itaituba, sede da fábrica da Nassau, os empresários e a própria sociedade não estão satisfeitos com o valor do cimento comercializado naquele município. 

Toda matéria prima usada na fabricação do cimento é extraída no município pela empresa Itasimpasa, que fabrica o cimento Nassau. Apesar disso, o produto chega ao mercado local com valores considerado exorbitantes. Os comerciantes se queixam porque a margem de lucro é pequena e não vale a apena estocar o produto. O clima é de revolta e indignação. Em cidades onde existem outras marcas de cimento, o produto chega a custar menos de R$ 20,00.

O cimento Apodi é fabricado de acordo com a norma técnica brasileira NBR 11.578/1991. Obedecendo a um rigoroso sistema de gestão da qualidade, esse produto apresenta excelente desempenho principalmente nas seguintes aplicações:

argamassas em geral para: assentamento, revestimento, contrapiso e chapisco;

artefatos de cimento; concretos em geral: simples, armado, protendido, rolado e projetado; estruturas de concreto, inclusive fundações e estruturas submersas; pisos industriais; pré-fabricados de concreto.

Devido às suas características, o Cimento Apodi proporciona maior produtividade ao construtor, como também durabilidade às estruturas nas quais é utilizado.

Fonte: Jornal Tapajós Agora

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