quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Legislativo encerra programação do Círio de Nazaré


A quadra nazarena em louvor à padroeira dos paraenses chega ao final após mais de 15 dias de homenagens a Nossa Senhora de Nazaré com o Recírio, última das onze romarias oficiais da Festividade de Nazaré. Na Assembleia Legislativa, a programação em homenagem à Santa também chega ao fim.

A imagem que é levada em procissão pelos servidores ficou exposta em uma berlinda no hall de entrada do Palácio Cabanagem. Durante todo o período, visitantes e servidores foram “recebidos” pela padroeira.

Para os militares que fazem a guarda do prédio, principalmente no posto de entrada do Legislativo, o ambiente de trabalho fica diferente só por ter a imagem mais próxima. “As pessoas param para ver, orar, tocar e fazer fotos. Tem até gente que pergunta se pode levar para casa”, relata o sargento bombeiro Nelson Seabra. Até quem chega com algum problema ou preocupação se sente melhor, fica um sentimento de paz”, avalia ele. O sargento conta que não é católico, “mas tenho um apreço muito grande pela Santa, admiro demais como as pessoas passam por aqui e demonstram seu carinho e devoção pela padroeira”, afirma.

E é difícil não parar mesmo. A jornalista Sâmia Mafra, que trabalha na assessoria do deputado Eliel Faustino, garante que para e faz uma oração todos os dias em frente à berlinda. “Agradeço por mais um dia, para começar bem o trabalho”, explica ela. “É diferente chegar e ver a Santinha. Acho que é assim em toda Belém nessa época de Círio. Ficamos mais próximos de Deus, com a intercessão de Nossa Senhora de Nazaré. Esse é o papel Dela, não é? Interceder por nós junto ao Pai”, avalia a jornalista, que garante trabalhar mais feliz e renovada.

E não é só ela. Dezenas de outros devotos para, por alguns instantes, todos os dias, em frente à berlinda. Inácio Pessoa, que trabalha na biblioteca da Alepa, sempre reserva alguns segundos para fazer o sinal da cruz e pedir bênçãos à Virgem de Nazaré. “Trabalho em uma sala bem ao lado do hall e é um costume pedir proteção e bênçãos antes do começar o dia”, garante ele. “Mas nesse período de Círio, essa ligação é mais forte e como vemos a imagem constantemente, nos aproximamos ainda mais Dela”, garante. “A diferença é que trabalhamos mais felizes, com mais espiritualidade”, avalia Inácio.

Enquanto no Círio oficial a imagem original de Nossa Senhora volta ao Glória - local onde permanece guardada durante o ano inteiro e a imagem peregrina é conduzida em romaria de volta ao Colégio Gentil Bittencourt, na Alepa o encerramento da programação é mais simples.

Este ano, a Comissão de Catequese aproveita a celebração da missa marcada para o dia 20 de outubro, quando a Alepa vai receber a imagem de São Judas Tadeu, para se despedir também de Nossa Senhora de Nazaré. Na ocasião, a imagem pela calçada no entorno do palácio Cabanagem e entra no prédio novamente pelo portão da garagem. “A imagem ficará no Departamento Legislativo durante todo o ano. Só sairá uma vez por mês, sempre na primeira sexta feira de cada mês, para a celebração de missas no Legislativo, até o próximo Círio”, explica o cabo Luiz Antônio, da Comissão de Catequese.

RECÍRIO - A primeira procissão do Recírio ocorreu no século XIX, em 1859. Antigamente, o Recírio era feito no domingo à tarde com a volta da imagem para a Capela do Palácio do Governo, fato relatado em 1859. Já conhecido como "Último Ato da Festividade Nazarena", ao chegar na Praça em frente ao Palácio, a procissão era encerrada com uma missa e com a queima de fogos de artifício.

Atualmente, após a missa no Altar Monumento da Praça Santuário, leva-se A Imagem para a Capela do Colégio Gentil Bittencourt. O grande final da última procissão é marcado pelo aceno dos lenços brancos e pela oração em grupo da Guarda de Nazaré, nas escadarias do Colégio Gentil onde a Imagem Peregrina ficará até a edição do Círio próximo ano.

Desde 1994, durante a missa que antecede o Recírio, ocorre a cerimônia de Incineração das Súplicas, quando os diretores da festa de Nazaré recolhem e queimam os pedidos depositados pelos fiéis no altar monumento da praça Santuário e no altar da Basílica Santuário, no decorrer dos 15 dias de festividades. A cerimônia simboliza o envio de pedidos e agradecimentos dos fiéis aos céus.

Fonte: Assembléia Legislativa
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