segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Cinco benefícios de SDN e NFV para os negócios


Por Felipe Stutz, Diretor de Desenvolvimento de negócios e soluções de conectividade 

para América Latina da Orange Business Services.

Redes definidas por software (SDN) combinadas à virtualização da função de rede (NFV) podem trazer um controle digital sem precedentes para redes de TI globais. As redes definidas por software (SDN) afastam-se do hardware proprietário para uma infraestrutura de rede global aberta e programável, que pode ser gerenciada de maneira centralizada. E a virtualização da função de rede (NFV) permite que serviços – tais como firewall/proxy, controle e aceleração de aplicações– possam ser virtualizados e entregues tanto pela rede quanto pelos equipamentos e instalações do cliente (CPE), permitindo provisionamento imediato quando funcionalidades adicionais são necessárias.

Essas tecnologias tornam possível para as empresas acessar a capacidade da rede sob demanda por meio de um portal de serviço. Além disso, as políticas de roteamento e segurança podem se adaptar automaticamente para resolver congestionamentos em tempo real, ameaças à segurança ou interrupções de rede.
Abaixo estão cinco benefícios para os negócios que as empresas podem desfrutar com SDN e NFV:

1. Aumento da agilidade dos negócios
A flexibilidade da SDN torna muito mais fácil e rápida a ativação de serviços inovadores, tais como videoconferência HD em tempo real e aplicações na nuvem, enquanto permite uma experiência de alta qualidade e consistente para o usuário final. Prazos extensos para a entrega de serviços com instalação de equipamentos são reduzidos para minutos -é simplesmente uma questão de ativar um novo servidor virtual na rede. Os gestores de TI podem aplicar políticas de segurança ou de gestão de aplicações na rede em tempo real – acelerando a resolução de problemas e o tempo de implantação. Isso melhora significativamente a agilidade dos negócios.

2. Melhora da visibilidade da rede, desempenho e gestão
A SDN traz os benefícios de visibilidade em toda a rede, análise e controle por meio de um painel simples. Um controlador centralizado determina a melhor rota para cada fluxo de tráfego de aplicativos. Ele avalia os níveis de congestionamento em tempo real, da saúde da conexão, prioridades da carga de trabalho para os negócios e a qualidade de serviço exigido. A capacidade de encaminhar o tráfego facilmente por meio de vários caminhos de uma rede aumenta sua redundância. Isso é importante, pois o custo do tempo de inatividade em TI varia de US$ 1 milhão por ano para uma empresa de tamanho médio a US$ 60 milhões por ano para as grandes empresas, de acordo com relatório da IHS.
A inteligência no núcleo e nas extremidades da rede pode ser usada para executar mais rapidamente algumas tarefas ou aplicações que são sensitivas à latência, utilizando por exemplo serviços de aceleração de tráfego. Isso ajuda a garantir que aplicações em nuvem serão fáceis de usar, aumentando a produtividade dos funcionários e entregando grande experiência ao cliente, minimizando os custos de rede.

3. Segurança aprimorada
A segurança é uma das principais atrações da SDN, para 45% das empresas pesquisadas pelos editores eWeek. O controlador centralizado SDN, no núcleo da rede, tem visibilidade sobre os fluxos de tráfego fim-a-fim e consegue detectar ameaças emergentes. Ele permite a atualização em políticas de segurança globais de forma centralizada em cada local, enquanto um “firewall” virtual pode filtrar pacotes nas pontas da rede e redirecionar o tráfego suspeito para camadas mais elevadas de segurança. Além disso, o acesso direto aos dados e aplicações sobre diversas camadas e transporte com diferentes níveis de segurança também são mais fáceis usando um controlador de SDN ponta-a-ponta.
Esta abordagem multicamada de segurança de rede, juntamente com uma visibilidade granular do tráfego e a capacidade de reagir em tempo real simplesmente não podem ser alcançadas por redes cabeadas fixas, com políticas rígidas de segurança.

4. Eliminar o vendor lock-in
Plataformas abertas são fundamentais na eliminação do vendor lock-in (aprisionamento tecnológico) e para impulsionar o crescimento da SDN. Segundo a Pesquisa Transparência de Mercado, o mercado SDN deverá crescer para US$ 3,52 bilhões em 2018. A plataforma OpenDaylight, que lidera a transformação para abertura de SDN, agora responde por 95% de todo mercado SDN. 
Isso permite que empresas utilizem soluções de vários fornecedores, gerando concorrência por soluções de menor custo e inovações mais rápidas. A Orange, por exemplo, investe fortemente em uma estrutura aberta que permita aos clientes escolher os “melhores recursos disponíveis” para suas redes, seja firewalls, aceleração de rede, balanceamento de carga ou a visibilidade do tráfego.

5. Reduzir custos
A rede SDN conta com múltiplas funções de computação, armazenamento e processamento em servidores de baixo custo para reduzir despesas. Ao mesmo tempo, a virtualização permite a automatização de uma série de tarefas de gestão, como a configuração da rede, reduzindo os custos de operação. Isso elimina a necessidade de visitas físicas a centrais e filiais. De acordo com o  Gartner , empresas podem ver uma redução de 90% no tempo de provisionamento de serviços de rede.

Diretor de Desenvolvimento de negócios e soluções de conectividade para América Latina da Orange Business Services Desde 2011 ele é o responsável pelo desenvolvimento de negócios de soluções de conectividade na América Latina, conduzindo a estratégia de crescimento de negócio para alcançar metas de lucratividade, alinhando o planejamento da estratégia regional com a estratégia corporativa de serviços de conectividade na região.

Neste papel, o diretor gerencia o engajamento de equipes multifuncionais globalmente vendas, compras, gestão de produtos, engenharia e operações) para desenvolver novas oportunidades de negócio. Felipe também fornece suporte à atividades de vendas,  conduzindo a inovação e criação de valor para os clientes ao trazer valor intelectual e abordagem consultiva.

Felipe Stutz possui MBA em gerenciamento de negócios pela FGV, bacharelado em Tecnologia da Informação pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e fala fluentemente português, espanhol e inglês. Ele também é certificado como especialista em Cisco Internetwork.

Felipe trabalha na Orange Business Services há 18 anos e desempenhou diferentes papéis na empresa em desenvolvimento de negócios, pré-vendas e operações.


Fonte: Adriano Camargo - Comunique
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