quinta-feira, 21 de julho de 2016

TCHAU, QUERIDA TAXA DE 1% AO MÊS


Empiricus Research
 

Não deite eternamente no berço
esplêndido do 1% ao mês  


Faz seis anos que a Carla e o Marcos me contaram sua ideia genial.

Eles venderam por R$ 1,3 milhão o apartamento que compraram com as economias de uma vida. E investiram tudo em um fundo DI.

E fizeram isso porque a Carla encontrou um fundo DI que rendia líquido de taxa e imposto religiosamente 1% ao mês (e porque tinham lido um temeroso livro de autoajuda financeira).

São R$ 13 mil ao mês de presente, disse a Carla em êxtase.

O retorno tinha destino certo: o aluguel de uma enorme casa com piscina, no valor de R$ 7,5 mil ao mês. E ainda sobrava um pouco para ajustar o patrimônio pela inflação.

Parecia o plano perfeito.

Menos de um ano depois, o Marcos me ligou desesperado.

O fundo do banco parou misteriosamente de render 1% ao mês. Rendia perto de 0,6%, quase a poupança.

Os R$ 7,5 mil que o fundo DI crescia todo mês agora só davam para pagar o aluguel. O patrimônio do casal estava congelado e perdia poder de compra mês a mês.

O casal quebrou o contrato de aluguel (e quase o de casamento) e partiu atrás de um apartamento para comprar com o resto do dinheiro.

Qual foi o erro da Carla e do Marcos (e que eu conto a você porque não quero que repita)?

Meus amigos foram pegos no contrapé por...

Um looping no ciclo de juros

Quando a Carla e o Marcos venderam o apartamento, em agosto de 2011, o Banco Central tinha como meta deixar a Selic, os juros que servem de referência a toda a economia (inclusive aos fundos DI), em 12,5%.

Em outubro do ano seguinte, essa meta já havia baixado a 7,25%.

E por que conto isso a você? É que vem aí, meu caro, um revival do movimento de 2012.

E isso tem tudo a ver com seus investimentos.

Hoje a meta da Selic está em 14,25%. A previsão do mercado para 2017 é de10,75%, diz a pesquisa Focus, em que o BC pergunta ao mercado sua expectativa para os juros.

Ainda que o corte não seja tão intenso quanto o de 2012, você pode começar a se despedir de pelo menos 3,5 pontos percentuais ao ano de rentabilidade no seu fundo DI.
 

 
 
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Diga tchau à mamata do 1% ao mês

Quanto no máximo um fundo DI sem crédito pode render por mês com a Selic em 10,75%?

Algo perto de 0,85%.

Aí vem a taxa de administração e o imposto.

Um fundo DI do banco com taxa 1,5% ao ano vai render pouco mais de 7% para resgates em menos de seis meses. Muito menos do que os atuais 9,88% de que falei na semana passada.

Isso significa duas coisas. A primeira é que escolher um fundo DI com taxa baixa vai ser muito mais importante do que hoje. Em uma semana sai do forno a lista de carteiras de qualidade e bom preço que prometi.

A segunda é que, se você não quiser abrir mão de sonhos, é hora de começar a aprender a correr mais riscos, um pouco que seja. Também está no forno uma lista de excelentes gestores de fundos de ações. E virá um de crédito, outro de multimercados...

Palmas para o André que já havia desconfiado disso. Ele me escreveu contando que trocou a poupança por um fundo DI (muito bom!), mas que estava preocupado.

“Na iminência da queda dos juros (Selic), será que futuramente os fundos valerão a pena como valem hoje?” André T.

Não, André. Essa é sua resposta.

A sala de espera é feia e escura

Disse há uma semana que o fundo DI será, a partir de agora , a sala de espera do seu dinheiro (fiquei muito feliz e garanti uma Vale Verde, porque vocês me escreveram que decidiram abandonar de vez a poupança. Aliás, Rodolfo, cadê?).

E você já imaginou uma sala com tapete fofo, almofadões e uma cerveja no braço do sofá.

Apaga tudo.

O fundo DI continua sendo sua sala de espera. Porém ela está longe de ser confortável.

Quero que imagine a sala como aquela cena de filme em que as paredes começam a se aproximar (será no Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida?).

É preciso fugir o mais rápido possível para outro cômodo.

Na sala ao lado pode haver pedras rolando (voltamos ao Indiana) ou muito dinheiro.

Não quero que caia em uma cilada. não posso deixar que seja esmagado na sala de espera.

A boa notícia é que bons gestores costumam conseguir retornos mais fartos quando os juros estão baixos. O juro baixo empurra investidores para mercados de risco, elevando os preços.

Eu disse bons gestores.

Somente no primeiro semestre deste ano, você poderia com um fundo de ações...

– Fazer seu patrimônio crescer muito...  

A gestora Guepardo tem um fundo que rendeu 56% no primeiro semestre;

– Ficar na média...

Os fundos de ações que não se apegam a índice renderam em média 13% (o Ibovespa subiu 19%);

– Quebrar a cara...

Minha tela da provedora de dados independente Morningstar mostra um fundo da GWI, chamado Leverage, com prejuízo de 48,59%.

O que vai fazer a diferença?

Sabedoria.

A partir da próxima quinta, você poderá acompanhar nossa série de relatórios mensais com recomendações de fundos nos quais poderá investir seu dinheiro.

E a newsletter semanal segue, ajudando a entender o mundo dos fundos, saber onde estão as armadilhas e conhecer os melhores e os piores gestores do mercado.

Para mostrar nosso compromisso com você e atendendo às demandas por e-mail(já disse que adoro quando vocês me escrevem?), hoje temos mais uma estreia.

É uma seção quinzenal em que analisamos o fundo que você já tem no portfólio ou pensa em ter. Vamos revezá-la com a seção Cota Cheia e Cota Murcha, que você já conhece.


 
 


 Li A Hora dos Fundos e achei fantástico o comparativo com a poupança. Mas gostaria de fazer uma pergunta: vai haver uma lista dos fundos recomendados a cada relatório? Pergunto isso porque procurei por fundos de Renda Fixa no site da corretora Rico e encontrei um que apresenta ótimos retornos, e taxa de adm . de 0,4% (creio que a.a.); ele se chama SULAMERICA INFLATIE RENDA FIXA .,Luís R.

Muito obrigada, Luís. Você me deu oportunidade de escrever sobre um tipo específico de fundo que confunde muito a cabeça das pessoas. Já conheci muitos traumatizados.

Eles são vendidos como fundos de inflação (ou renda fixa índices ou IMA-B).

Ah, então rende a inflação? Não, nada a ver. Esse nome é péssimo.

E quero que você desconecte na sua mente duas expressões: renda fixa e baixo risco. Esse é um clássico exemplo de renda fixa que sacode. E muito.
Essas carteiras estão recheadas de NTN-Bs, aquele título que você conhece bem e rende uma taxa prefixada mais a variação da inflação (daí vem o nome).

Então, vamos imaginar os cenários.

O gestor compra hoje vários papéis com prêmios e vencimentos diferentes.

Amanhã surge a expectativa de uma alta nos juros, o que acontece? Esses títulos perdem valor no mercado. Mesmo que não venda, o fundo é obrigado a atualizar o valor do portfólio (é a famosa marcação a mercado). Resultado: prejuízo.

Mas, porém, contudo, todavia, o que dissemos lá em cima? Que a expectativa agora é outra: que o juro caia.

O que significa que nos próximos meses há uma tendência de que os papéis que esses fundos carregam tenham valorização. Se isso acontecer, o resultado será ... lucro no fundo.

Só para você ter uma ideia, da última vez que os juros caíram, em 2012 (quando a Carla e o Marcos perceberam que não eram tão geniais assim), esses fundos foram campeões de rentabilidade.

O ganho médio foi de 21,71%. O fundo da SulAmérica rendeu um pouco mais, 23,77%.

Aí você me pergunta: não é equivalente a comprar um monte de NTN-Bs? Sim. O diferencial que o gestor promete a você (e nem sempre dá) é a melhor seleção de um mix de vencimentos para conseguir retorno.

Bati um papo com o Marcelo Mello, vice-presidente de investimentos da SulAmérica, que é o responsável pelo fundo que você está avaliando, Luís.

O objetivo da equipe dele no Inflatie é superar o IMA-B, o índice que oscila de acordo com uma cesta de NTN-Bs de diferentes vencimentos. Ele também pode colocar até 20% do patrimônio em títulos prefixados.

Qual é o papel do gestor? Acertar os vencimentos e o tipo de papel.

E onde a equipe do Marcelo vê oportunidade hoje? Em vencimentos até 2020.

Ele evita prazos superiores a 2035 porque tem medo que se machuquem caso questões como a reforma da previdência não passem no Congresso (um reforço na dinâmica de endividamento brasileiro aumenta o prêmio de risco dos títulos).

Ou seja, o fundo tende a desempenhar muito bem quando em um cenário otimista. E muito mal, do contrário.

A taxa é atraente, 0,4% ao ano, a aplicação mínima é acessível, de R$ 5 mil, e é bom ter em mente que o resgate só se dá dois dias depois do pedido.

E insisto que esse é um fundo, pela própria natureza, volátil. Em 2012 rendeu 23,77%. Em 2013, teve prejuízo de 10,24%.

Se é para pegar o movimento de juros, eu sinceramente prefiro um bom multimercado. Por um motivo simples: ele tem posições semelhantes hoje, mas diversifica o risco ao se posicionar não somente em juros, mas também em moedas e bolsa.

E mais: o gestor de multimercado pode mudar de opinião (e de posição) se o cenário mudar.

Quando você imaginou que um multimercado poderia ser menos arriscado que um fundo de renda fixa? Vamos falar sobre a grande oportunidade dos multimercados na quinta.

Conte para nós em que fundo você investe pelo e-mailfundos@empiricus.com.br.
 
 

Para fechar, a mensagem é...

Sim, eu sei, o sofá parece fofo. Você pode sentar-se enquanto estuda oportunidades com maior risco e menor taxa. Essa é a hora de intensificar suas leituras, aprender sobre outros investimentos. Vou ajud á-lo a navegar em fundos de crédito privado, ações e multimercados.

Lembre-se de que as paredes se aproximam.
 

 
 

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Hoje comentamos porque os bancos são tão lucrativos. Mas não quaisquer bancos, escolhemos a dedo os dois melhores no Melhores.

Também mudamos nossos tetos para refletir o que achamos da bolsa no futuro próximo. Quem chutou “em alta” acertou em cheio.

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