quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Diversidade biológica e patrimônio natural fazem de Santarém a joia do Tapajós


As dimensões continentais e a localização conferem ao Pará características singulares. Segunda maior entidade federativa, com 1.248.000 km², o estado se destaca pelos contrastes naturais e culturais que oferecem ao visitante um amplo leque de opções para o lazer e turismo. Em uma mesma região é possível encontrar atrativos que vão de lagos e igarapés, passando por praias paradisíacas até trilhas por entre serras e cachoeiras, cenários esses em que fauna e flora se mostram sempre exuberantes. E entre os seis polos turísticos do Pará, o Tapajós surge como um dos roteiros mais fascinantes.

Um dos destinos mais conhecidos nessa região é Santarém, aonde o turista pode chegar por estrada, por rio ou via aérea – o modal mais rápido. Do Aeroporto Internacional de Belém saem vôos diários para a cidade e a viagem dura, em média, uma hora.

Entre os muitos encantos da "Pérola do Tapajós", como é conhecida a cidade, está a praia de Alter do Chão, nome dado em homenagem à cidade homônima que fica em Portugal. Também chamada de "caribe brasileiro", a vila balneária é uma das mais procuradas por turistas de todas as partes do Brasil e do exterior. "Fiquei impressionado com esse lugar. Já tinha visto por foto, mas confesso que me surpreendeu. É muito mais bonito do que eu imaginava. A natureza é exuberante e o lugar ainda é preservado, o que hoje em dia é muito difícil de ver", comentou o mineiro Edgar Almeida Santos, que mora em Brasília.

Ele e a esposa aproveitaram as águas calmas do rio Tapajós para fazer um passeio de bote e contemplar a paisagem. "Este é um lugar especial para quem busca tranquilidade. Já fiz fotos e vídeos e mandei para amigos e familiares, que também ficaram impressionados com tamanha perfeição", relatou Nicelene Mendes da Costa. Paraense nascida em Óbidos, ela conheceu pela primeira vez a praia e disse que pretende voltar outras vezes. "Aqui parece que estamos em outro país, uma diferença gritante em relação à Brasília. Vi várias fotos na internet referindo-se a este lugar como o caribe brasileiro, e de fato é. O nosso plano é voltar muito breve", acrescentou.

O acesso até a vila é feito pela PA-457 em um trajeto de cerca de 30 quilômetros saindo de Santarém. A rodovia é asfaltada, o que garante maior segurança e rapidez no deslocamento. Para fazer o trajeto de taxi, o turista terá que desembolsar, em média, R$ 200,00, mas quem quiser economizar tem a opção de uma linha de ônibus que sai da cidade a cada meia hora em direção ao balneário, com passagens a R$ 3,00. A travessia da orla para a faixa de areia que surge quando as águas do Tapajós começam a baixar, a partir do mês de agosto, é feita pelas catraias, pequenas canoas com capacidade para quatro pessoas, a um custo de R$ 5,00.

Quem também se encantou com o cenário foram os manauaras Eduardo Lira e Jaqueline Araújo. O casal já pensa até em deixar a capital amazonense e começar uma nova vida em solo paraense. "Alter do Chão tem muito a oferecer ao visitante. Esse lugar é de uma beleza imensurável, não há como descrever. Pretendo voltar muitas vezes e confesso que  já avalio a possibilidade de morar aqui", disse Lira. "Trocaria Manaus por Santarém hoje mesmo", reforçou.

Jaqueline também ressaltou a acessibilidade do local. "Chegamos aqui em 20 minutos, vindo de carro, mas também tem ônibus que fazem linha para cá, então não precisa ter um alto poder aquisitivo para ter acesso a esse paraíso".

As paisagens da região também podem ser contempladas por outra ótica: a do rio. Em Alter do Chão, o turista pode pagar por passeios de barco que saem a todo momento em direção às praias, lagos e comunidades próximos. Um deles é o que leva até a praia do Pindobal, já pertencente ao município vizinho de Belterra. No caminho encontramos a praia do Cajueiro, Muretá, Caxambu e Jurucuí, que também guardam lagos de águas escuras e geladas. O aluguel de lanchas custa em média R$ 80,00 para as localidades mais próximas, com duração de uma hora, a R$ 600,00 os mais longos, para seis pessoas, com retorno após o pôr do sol ou a combinar com o barqueiro.

"A alta temporada em Alter do Chão começa por volta de setembro, onde a maré está mais baixa e as praias aparecem. Mas na época da cheia dos rios a vila também oferece opções de passeios, desta feita pelas áreas de florestas alagadas e pelas trilhas. Mesmo com a crise, o movimento não para, tem turismo aqui o ano todo", ressalta André Pinho, presidente da Associação de Turismo Fluvial de Alter do Chão. Segundo ele, todos os condutores são habilitados e as embarcações são devidamente legalizadas, para garantir mais segurança e tranquilidade aos visitantes.

O comerciante de Belém Alcir Araújo foi um dos turistas que optou por esse passeio e trouxe toda a família para conhecer a vila do Pindobal. "Várias coisas nos atraíram para cá. Além das belezas do lugar, a tranquilidade foi essencial. Aqui podemos relaxar da agitação do dia a dia, apreciar a exuberância da natureza. Estamos gostando muito da experiência", declarou Alcir. As águas calmas são um convite à pratica de esportes ou mesmo à contemplação da natureza e do pôr do sol, um dos mais lindos da região, como defendem os moradores do local.

Mas há quem conteste essa teoria e atribua a outro extremo da região o título de mais belo por de sol do Tapajós: a ponta do Cururu. Localizado a 25 minutos de barco da vila de Alter do Chão, único acesso possível por se tratar de uma área de proteção ambiental, o braço de areia que se estende por quase um quilômetro rio adentro surge no período do verão amazônico, quando as águas começam a baixar. No restante do ano a faixa de terra permanece submersa.

Em setembro, ponto máximo da vazante, é quando a ponta de praia fica mais visível e, dependendo da intensidade do estio, pode se estender por até dois quilômetros, proporcionando aos visitantes um cenário de beleza ímpar, que nesse período recebe centenas de pessoas atraídas pela fama do lugar. O espetáculo oferecido pela natureza aos fins de tarde se repete ao longo de três ou quatro meses e inclui, além da apoteose majestosa do sol, a dança das gaivotas, que nessa época vem à região em busca de alimento e repouso.

Os passeios até a ponta do Cururu são feitos diariamente e exclusivamente por barcos – embora seja possível chegar até bem próximo de lá por carro – já que a Lei 17.894, que integra o Código Municipal Ambiental de 2004, proíbe o trânsito de veículos motorizados no local. Nem mesmo as embarcações podem permanecer por muito tempo. A fiscalização da APA mantém uma vigilância rigorosa sobre a ação humana na área, proibindo, por exemplo, barulho acima do permitido ou que se acendam fogueiras, por exemplo, como forma de proteger a diversidade biológica e o patrimônio natural da região.

Para conhecer o local o visitante terá de desembolsar entre R$ 80 e R$ 100 (cobrado por pessoa) dependendo da embarcação utilizada (lancha ou rabeta), do trajeto a ser percorrido – que tem a ponta do Cururu geralmente como ponto final – e da lotação.

No mês de setembro, a vila de Alter do Chão se transforma em palco de umas das maiores manifestações da cultura popular local: a festa do Çairé. Tradição de quase 300 anos, o festival mistura elementos religiosos e profanos, marcados pela tradicional disputa dos botos Tucuxi e Cor de Rosa. A festividade é realizada sempre no mês de setembro. Em 2014, os grupos ganharam galpões que servem para os ensaios e abrigam as alegorias e fantasias confeccionadas para o evento. O espaço foi construído próximo ao Çairódromo, no bairro Nova União, onde os grupos se apresentam. A obra recebeu investimento de R$ 1,5 milhão do governo do Estado.

O centro de Santarém também tem seus encantos. A orla da cidade ainda guarda os casarões antigos, museus e também reúne as feirinhas que mostram um pouco do artesanato local, como a cerâmica tapajônica e os emblemáticos muiraquitãs, usados como amuletos e símbolos de poder pelos povos Tapajós e Konduri, que habitavam o Baixo Amazonas.

Outro ponto de destaque da cidade é o mirante, de onde se pode observar o famoso encontro das águas azul-esverdeadas do rio Tapajós e barrentas do Amazonas, que embora “caminhem” lado a lado, nunca se misturam, em função da diferença entre densidade e temperatura. Principal cartão-postal de Santarém, o encontro das águas foi reconhecido pelo governo do Estado, por meio da Lei 8.062, de 30 de setembro de 2014, como patrimônio cultural de natureza imaterial do Pará. E quem quiser ver ainda mais de perto a beleza desse fenômeno pode aproveitar os passeios que são oferecidos diariamente por barqueiros locais até o ponto onde as águas dos dois rios se unem. O serviço é oferecido a preços que variam de acordo com o tamanho da embarcação, o tempo e o número de pessoas a transportar.

Do alto do mirante, a professora universitária Fátima Verdeaux, de São Paulo, contempla a vista privilegiada e se diz encantada. "É a primeira vez que venho para o Norte do Brasil e não tinha noção de como é lindo. A natureza é algo realmente fantástico. Meu marido é francês e já viajamos por várias partes do mundo, mas como o que vi aqui, não existe nada igual. Dessa vez não foi possível, mas da próxima já avisei que ele virá comigo. Quero que ele veja toda essa maravilha. Pretendo voltar em breve e fazer os passeios de barco", declarou.

Encantamento também é o que sente quem vê ali, bem de perto, às proximidades da Feira do Peixe, a performance graciosa dos botos cor-de-rosa que se exibem diante dos visitantes e turistas. Os "golfinhos da Amazônia" aparecem em bandos e são atraídos pelos feirantes com iscas de peixes. Os saltos e a evoluções mais parecem coreografias ensaiadas. "Fiquei emocionada, com lágrimas nos olhos vendo os botos. É demais aquilo, de arrepiar. A natureza aqui é fantástica e está muito próxima da gente", relatou Fátima Verdeaux, entusiasmada.

 Santarém é a terceira maior cidade do Pará e o principal centro socioeconômico do oeste do estado. O município possui a melhor infraestrutura da região, com hotéis e pousadas que oferecem diárias a partir de R$ 60, dependendo da localização e comodidade. Dispõe, ainda, de escolas, hospitais, universidades, estradas, portos, aeroportos, atividade portuária intensa e uma ampla rede de serviços, incluindo os de saúde, que tem no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) sua principal referência.

O complexo médico abriga a maior UTI pública do interior do Pará e foi o primeiro hospital público do Norte do país a obter o certificado máximo de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA), concedido mediante o cumprimento das melhores práticas hospitalares e de qualidade assistencial.

Como chegar:
- Santarém: A rota mais rápida é por avião, pelo Aeroporto Internacional de Belém, com voos diários. Mas é possível acessar o município também por estrada e por barco.

Onde ficar:
Santarém possui uma estrutura hoteleira desenvolvida, onde se consegue diárias a partir de R$ 100,00, dependendo do local escolhido

Alimentação:

Os municípios da região oferecem um cardápio variado de peixes, com destaque para o pirarucu, tambaqui e tucunaré. Há restaurantes com alimentação bem acessível onde o quilo custa a partir de R$ 39,00. 



Aventura, natureza e história no coração da Amazônia

Serras, lagos e rios fazem de Monte Alegre, no oeste paraense, um achado em meio à imensidão verde e um convite aos aventureiros e amantes da natureza. A maneira mais rápida de se chegar à cidade partindo de Belém é por via aérea, com para obrigatória no município de Santarém. De lá saem lanchas e balsas que fazem viagens diárias com duração média de três horas pelo rio Amazonas, a um custo de R$ 55,00 a passagem - sendo que de balsa o desembarque é feito na localidade de Santana do Tapará. Depois é só seguir pela PA-255, recém-inaugurada pelo governo do Estado, e percorrer 86 quilômetros até o centro de Monte Alegre em uma viagem de aproximadamente uma hora e meia. A cidade dispõe de hotéis e pousadas com diárias que variam entre R$ 80 e R$ 150.

Entre os atrativos turísticos do município está o Parque Estadual Monte Alegre (PEMA). A visita à unidade de conservação integral, criada por lei estadual, é a opção mais indicada para quem curte ecoturismo. Lá é possível encontrar sítios arqueológicos que guardam artes rupestres - pinturas e gravuras registradas em rochas – comprovando que a existência humana naquela região remonta há pelo menos 11 mil anos. Os mais conhecidos estão localizados na Serra do Ererê e na Serra do Paytuna, distante cerca de 40 quilômetros do centro da cidade.

O acesso é feito pela PA-255. No Km 12 da rodovia basta seguir por um ramal que leva ao Parque. Nessa área, o trajeto é feito apenas por carros com tração nas quatro rodas, pois a estrada não é pavimentada, e sempre acompanhado de um guia. Na cidade não é difícil achar quem possa orientar esse tipo de passeio. O aluguel de veículos custa em média R$ 500 e o guia R$ 100. O PEMA está inserido na Área de Proteção Ambiental Paytuna e por isso é necessário pedir uma autorização (sem burocracia) ao Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), responsável pela gestão da área.

O Instituto tem um projeto destinado à melhoria da infraestrutura do local para permitir a visitação do público aos sítios arqueológicos do PEMA. "Nossa intenção é tornar esse local uma espécie de museu e criar um centro de visitação estruturado, com estacionamento e trilhas interativas, a partir de sete roteiros turísticos. Além disso, haverá auditório e salas ilustrativas onde serão exibidas as pinturas e a história arqueológica do Parque", explicou Otávio Peleja, gerente das Unidades de Conservação da Calha Norte I (PEMA e APA Paytuna).

O Ideflor-bio também atua na capacitação de moradores de 24 comunidades localizadas na APA. "Realizamos a primeira experiência no ano passado e a intenção é expandir essa ação. Esse é o tipo de iniciativa que gera renda para os moradores, pois uma vez que estão inseridos em uma área de proteção ambiental integral eles ficam impossibilitados de desenvolverem outras atividades", complementou Peleja. A APA Paytuna busca conservar e recuperar os ecossistemas naturais, com vistas à melhoria da qualidade de vida da população local, por meio de atividades pautadas na conservação ambiental, ordenamento territorial e sustentabilidade produtiva.

A subida às serras do PEMA exige disposição e espírito aventureiro. Alguns trechos são bem íngremes. Para maior conforto e segurança é aconselhável começar a caminhada  bem cedo, quando as temperaturas ainda estão amenas, e usar roupas apropriadas, como calça jeans ou legging, camisa de manga comprida - para evitar picadas de mosquitos e arranhões pelas trilhas - , sapato com solado de boa aderência, chapéu e protetor solar. Como a caminhada é longa, assim como as escaladas, é indicado levar uma alimentação leve, como frutas e barras de cereais, além de muita água, pois o calor é intenso.

Entre os pontos de maior visitação na Serra está a Pedra do Pilão, um dos principais atrativos turístico desse lugar. De lá é possível ter uma visão panorâmica de toda a região, tendo ao sul, a beleza da várzea, com seus lagos, e ao fundo a grandeza do rio Amazonas, uma paisagem digna da mais silenciosa contemplação. A pedra é uma das mais belas formações geológicas da região e resulta de um processo de erosão provocada pelo vento sobre os arenitos. Já a Pedra do Mirante possibilita ao visitante uma visão panorâmica, em 360º, de todo o espaço. Uma paisagem de tirar o fôlego até de quem já está acostumado a essas jornadas.

Outro destaque é um grande painel com surpreendentes exemplos de arte rupestre de Monte Alegre. O espaço está localizado nas proximidades da Pedra do Pilão, na encosta da serra do Paytuna, e entre os elementos que podem ser vistos estão desenhos e figuras geométricas, com destaque para um conjunto de quadrados que se cruzam e lembram um calendário.

Uns minutos a mais de caminhada por uma trilha de fácil acesso se chega à Gruta da Pedra Pintada, que conserva outros vestígios da presença dos chamados "peleoíndios". A caverna tem cerca de 120 metros de altura em relação ao nível do rio Amazonas, e além de iluminada é bem ventilada. Os painéis com pinturas rupestres foram alvo de estudo da antropóloga norte-americana Dra. Anna Roosevelt, a partir de 1991. Os trabalhos representam a primeira informação, cientificamente comprovada, sobre a presença desses seres primitivos na região amazônica.

Depois de seguir por mais um ramal do PEMA, chega-se à base da Serra da Lua, que tem um dos caminhos mais íngremes a se percorrer, com cerca de 100 metros de desnível. As pinturas desse sítio se estendem por mais de 200 metros ao longo de um paredão na Serra do Ererê. Entre os desenhos que se destacam está um círculo com cerca de um metro de diâmetro, que segundo os habitantes da região simboliza a lua. Também podem ser observados desenhos de mãos e círculos com raios ou caudas, em tons vermelho e amarelo. À frente é possível contemplar a Serra do Sol, outro atrativo local.

Pelo caminho, entre trilhas e ramais, ainda na Serra do Ererê, o visitante se depara com monólitos, formações rochosas de aparências exóticas resultantes de erosão eólica. Entre as esculturas impressas na rocha estão figuras que lembram  animais ou plantas. As mais conhecidas são a Pedra da Tartaruga, localizada entre as serras do Ererê e do Paituna, e a do Cogumelo, no oeste da serra do Paytuna.

Outra gruta que encanta é a do Itatupaoca. O nome tem origem indígena e significa "casa rochosa de Deus" ou "igreja de pedra" (Ita = pedra / tupã = Deus / oca = casa). O lugar mágico tem um “quê” de mágico. A entrada mede 9,5m de altura e está a aproximadamente 120m de altitude em relação ao nível do rio Amazonas. A subida não impõe tantas dificuldades e a visão do alto também é recompensadora.

Depois de uma longa visita pela serra, vale a pena visitar a gruta e se deliciar com o vento que circula pelo interior, funcionando como uma espécie de ar-condicionado natural. Do teto caem gotas de água fria que também ajudam a reduzir a temperatura ambiente em meio ao intenso calor. Este cenário de filme, com grutas, cavernas e paredões, faz de Monte Alegre um dos mais importantes sítios de estudos geológicos na Bacia do Amazonas.

Na região também é possível encontrar cachoeiras e igarapés. Na serra do Itauajuri, ponto de maior altitude de Monte Alegre, com quase 400 metros, muitas delas são avistadas. Entre as mais conhecidas e de fácil acesso está a cachoeira das Pedras. O educador físico Antônio Henrique do Nascimento, está retornando a sua cidade natal e aproveitou para conhecer melhor a região. "Aqui tudo é muito lindo. Não é qualquer lugar que tem um espaço como este em que você pode desfrutar de um banho de cachoeira, ainda mais por não ser tão longe da cidade. Quem vier ao município precisa conhecer isso", recomendou.

Além da cachoeira, ainda é possível desfrutar da chamada "Lagoa Azul", formada pelo Igarapé do Janai, entre outras com acesso por meio de trilhas entre rios e floresta. Foi o que fez o funcionário público Geraldo Tavares, que trouxe a família de Belém para apreciar as belezas da região. "Conheço outros locais dentro e fora do Brasil, mas esse é diferente. Monte Alegre não se destaca só pela natureza, mas  pela geologia, que é impar, e pelas pinturas rupestres. Este ano deixei de ao Chile para visitar esse lugar, e não me arrependi", confessou Tavares.

A serra está localizada a 14 quilômetros da cidade. O acesso é relativamente fácil, pela PA-423, que não é asfaltada, mas cujo curso é bem tranquilo. "O Pará é tão grande e tão diverso. Você tem belezas naturais que não encontra em lugar nenhum. Todo o paraense deveria conhecer pelo menos uma vez a região do oeste do Pará. Não só aqui, mas Santarém, Alenquer e outros municípios", sugeriu Geraldo Tavares.

O turista fez o passeio das cachoeiras orientado por Roberto de Deus, morador de Monte Alegre, em uma caminha de aproximadamente três horas. Para o guia, que atua na região há 22 anos, essa é uma experiência única e que permite um aprendizado constante. "As pessoas me questionam se não me canso de trabalhar com isso eu respondo que não. A cada dia aprendo alguma coisa, conheço uma planta diferente, um animal deferente. Aqui é a minha universidade e meu curso já tem 22 anos. Guio pessoas comuns e especialistas e sempre há uma troca de informações e experiências", comentou.

Já mais próximo do centro da cidade também existe um espaço cultural/literário muito interessante, o Museu e Biblioteca Professora Sinhazinha. Antônio Leal e sua esposa fundaram o local, onde é possível encontrar livros e objetos antigos, cerâmica dos povos primitivos da Amazônia e até uma máquina de impressão que pertenceu ao jornal "O Monte Alegre", com mais de 80 anos, doada ao dono do periódico pelo general Magalhães Barata. O espaço funciona na casa de Leal e é aberto para visitação. Basta chegar lá que eles fazem questão de contar a história de tudo.

Como chegar:
 Saindo de Santarém, o transporte é feito em lanchas rápidas com saídas diárias. A passagem custa R$ 55,00 e a viagem dura cerca de três horas. Também é possível fazer o trajeto em balsas, com desembarque em Santana do Tapará. Depois é só seguir pela PA-255 e percorrer 86 km até o centro de Monte Alegre em uma viagem de aproximadamente 1h30.

Onde ficar:
As pousadas e hotéis de Monte Alegre variam entre R$ 80 e R$150, de acordo com o número de ocupantes.

Alimentação:

A região é rica em pescado de água doce e os estabelecimentos oferecem um cardápio variado, com destaque para o pirarucu, tambaqui e tucunaré. Há restaurantes com alimentação bem acessível onde o quilo custa a partir de R$ 39,00. 

Fonte: GABGOV
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