sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pais e filhos comemoram juntos a relação profissional e pessoal na Alepa


Basta alguém no plenário da Assembleia Legislativa ou nos setores próximos precisar de algo que entra em cena Raimundo Nonato Lima Macedo, o “Seu Macedo”. Chefe do Serviço de Apoio ao Plenário (SEAP) e servidor da Casa há 33 anos, ele é como um pai para todos os deputados ou servidores, sempre a postos para resolver problemas e garantir as condições necessárias para a realização das sessões.

Mas para um funcionário da Alepa em especial, Macedo é realmente “o” pai. Wallace Gabriel de Jesus Rayol é filho dele e servidor do Departamento Administrativo (D.A), desde 2008. Para eles, trabalharem juntos no Poder Legislativo, embora em setores diferentes, foi a oportunidade dos dois estabelecerem mais do que uma relação profissional. Foi a chance de se conhecerem mais e conviverem como pai e filho.

“Eu morava no interior com minha mãe e não tinha nenhum contato com meu pai. Só o conheci aos 15 anos mas, mesmo assim, o vínculo familiar era difícil”, lembra Gabriel. “Quando comecei a trabalhar na Alepa, vi o quanto ele era querido e respeitado por todos e comecei a me aproximar. Hoje, tenho muito orgulho de trabalhar aqui e com ele, que sempre me apoiou. Me sinto um felizardo e sei que tenho que falar mais vezes para que ele saiba o quanto eu gosto dele”, avalia.

Macedo se diz grato à Deus pelo trabalho no Legislativo paraense. “Graças à Assembleia tive condições de criar e ajudar meus filhos”. O servidor tem mais uma filha de dez anos. Macedo só deixa o profissionalismo de lado para falar do filho. “Tenho muito orgulho de ter podido apoiar o Gabriel, ele é um profissional exemplar. E agora, estamos mais unidos, a Alepa também me ajudou a resgatar essa relação com meu filho”, comemora.

Outro exemplo de pai e filho trabalhando juntos na Alepa é o segurança Pedro Gonçalves, com 15 anos de Casa, e Pedro Júnior, que passou a integrar o quadro de funcionários há dez anos. Os dois trabalham no mesmo setor - a Inspetoria de Segurança. “Foi muito bom porque eu pude estar ao lado dele, ensinando o serviço, pude orientar no trabalho, dar conselhos, foi bem tranquilo”, garante Pedro (o pai).

Ele garante que a relação é profissional, o trabalho está em primeiro lugar, “mas não diminui o orgulho de ver meu filho sem do reconhecido pelo esforço dele”, diz o pai coruja. Pedro (o filho) agora curte a experiência da paternidade, com o nascimento de Pedro Júlio, há dois meses. “Agora são três gerações de Pedros e a Assembleia Legislativa faz parte das nossas vidas garantindo um ambiente de trabalho com amizades verdadeiras e condições para prover as necessidades da família. Isso é muito bom”, finaliza Pedro Gonçalves. Quem sabe, quando o neto crescer não trabalha aqui também?

Para o presidente Márcio Miranda, ver histórias como essas de funcionários que conciliam a relação familiar é muito bom. “Os filhos tentam trilhar os caminhos dos pais, seja na profissão ou outras atividades. Quando esses filhos quiseram vir trabalhar aqui, seguiram um exemplo e isso é bom porque quando não há exemplo, o jovem se perde. E isso é bom também para a Alepa, porque demonstra que aqui temos um ambiente e pessoas positivos que atraíram esses jovens. É importante conhecer essas histórias”

O presidente aproveitou para desejar um feliz Dia dos Pais a todos os paraenses. “Quero me dirigir a todos os pais do Pará, parlamentares e funcionários. Porque ser pai é algo muito valoroso e quem tem filhos sabe disso. E os filhos - que recebem esse carinho - quando chega essa data, devolvem esse amor e é muito importante que se cultive essas datas. Vivemos num mundo muito competitivo, de muita preocupação e ligado ao capital. É preciso parar, reconhecer e agradecer. Então desejo a todas as famílias um feliz dia dos pais”, desejou Márcio Miranda.

ORIGEM - Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães. Em ambas as datas, a ideia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a ideia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, em vez de John Bruce Dodd.

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade norte-americana. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

A partir daí, a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924, o presidente Calvin Coolidge, apoiou a ideia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon, em 1972).

No Brasil, a ideia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Sua data foi, em seguida, alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e da europeia.

PELO MUNDO - Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.

Itália e Espanha - A festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante;

Reino Unido - Lá o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes;

Argentina - É festejado no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes;

Grécia - A comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho;

Portugal - É comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para a data;

Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial;

Alemanha - O país não tem um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram sua data no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique;

Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes;

Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial entre os peruanos;

Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade;

África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional;

Rússia - O país não tem propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).

Fonte: Assembléia Legislativa
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