sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Segurança digital: o que considerar na hora de escolher o fornecedor?


 Por André Alves*

Uma preocupação constante das organizações é em manter a segurança dos dados internos. Ninguém quer correr o risco de ter seu sistema invadido por hackers e as informações sigilosas expostas.  

Porém, dada a complexidade do cenário de segurança digital fica difícil entender quais são as soluções tecnológicas realmente necessárias para garantir a segurança do negócio.

Será que um único tipo de software é suficiente para garantir a proteção desejada? Mais difícil ainda é saber quais critérios avaliar para escolher os fornecedores de TI e segurança digital certos. O discurso de venda da maioria das empresas é fabuloso, o que torna ainda mais complexo o processo de decisão.

Desconfie de garantias sem prova

Saber como contratar os fornecedores ideais para potencializar a segurança digital é fundamental.

De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, em 2016, deve haver um aumento de incidentes devido às falhas em estruturas de segurança focadas em perímetro. O uso de dispositivos móveis pelos funcionários e a migração de fluxos de trabalho para a nuvem também devem aumentar o número de violações.

Diante disso, o melhor caminho para quem quer garantir a segurança de dados é optar por parceiros que apliquem a prova de conceito (POC) nos projetos.

Prova de conceito: o que isso quer dizer?

Testar a qualidade do software e analisar se ele está apto para cumprir todas as promessas e gargalos de acordo com o ambiente do cliente é uma prática essencial para garantir o bom desempenho da solução.

O POC (Proof of Concept), por exemplo, é utilizado para demonstrar dentro do ambiente da empresa os riscos de vulnerabilidades e o grau de resolutividade da solução para cada caso. A prova de conceito obriga o fabricante a mostrar o nível de funcionamento do seu sistema e identificar as customizações necessárias em cada caso.

Outra vantagem do POC é a agilidade no processo de implementação da tecnologia, já que o fornecedor conta com um estudo prévio do ambiente e das necessidades da empresa.

O grande “x da questão” para escolher o fornecedor de segurança digital certo é que, embora a prova de conceito seja uma prática comum no mercado, muitos fabricantes limitam essa etapa, pois normalmente o processo de vendas fica mais longo.

Por isso, opte por aquele que estimula a realização do POC. Com certeza, ele está preparado para incluir essa ação no ciclo de vendas. Outra sugestão para avaliar o comprometimento do fornecedor é verificar se ele tem como meta de qualidade o número de prova de conceitos realizadas ao longo do mês.

Um parceiro que prefere testar os riscos e corrigir eventuais falhas antes de esperar os problemas aparecem, sem dúvida, está preocupado em fidelizar o cliente e oferecer a melhor solução. E, com certeza, será o parceiro ideal para proteger a sua empresa.

André Alves é Conselheiro Técnico da Trend Micro Brasil

Fonte: André Oliveira, aw informatica
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