Breaking News

Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração-SEICOM


Gigante mundial do mercado de fertilizantes confirma investimento de R$ 150 milhões em Barcarena

Com ritmo de produção industrial crescendo em 10,6%, bem acima da média negativa nacional, o Pará continua recebendo a confirmação de novos investimentos nos municípios do interior. Esta semana, a Timac Agro Brasil, multinacional francesa dedicada à produção e comercialização de fertilizantes, confirmou em reunião com representantes do governo do Estado a instalação de uma sede na área industrial de Barcarena.

A reunião que selou o novo investimento, da ordem de R$ 150 milhões, foi realizada na Companhia de Desenvolvimento Industrial do Pará (CDI), com a participação de representantes da Timac, da CDI, Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e da Secretaria Especial de Produção do Estado (Sedip), e marcou a assinatura do termo para a aquisição da área onde a empresa implantará a sua unidade local, na antiga extensão da comunidade Dom Manoel.

A empresa estima geração inicial de cerca de 360 novos postos de trabalho diretos, logo na etapa de operação da nova fábrica de fertilizantes, prevista para iniciar em 2016. Na reunião foi confirmado ainda que cerca de 130 famílias que deixarão a área onde o empreendimento será instalado estão sendo beneficiadas com indenização, além de oportunidades de empregos.

Há, no acordo da empresa com o Estado e o município de Barcarena, um compromisso para dar preferência à contratação de mão de obra nas comunidades próximas do empreendimento, que serão qualificadas para o desenvolvimento das atividades operacionais. Outro compromisso para a implantação é a preferência pela contratação de serviços locais para compras de insumos e serviços. Para Mônica Nascimento, presidente da CDI/PA, é um momento muito importante para a economia local. “A empresa acaba colaborando com o desenvolvimento daquela região causando um efeito positivo sobre o setor agrícola, além de ajudar a resolver uma forte questão social no município”, analisa.

Com a implantação da empresa, há uma grande expectativa sobre as vantagens sociais e econômicas que serão proporcionadas, como o funcionamento de um polo industrial de nutrição de plantas, único no mundo, que irá fomentar principalmente a agricultura familiar. O empreendimento também garantirá o incremento da economia local com a ampliação do mercado de trabalho, além das atividades de prestação de serviços de transporte de fertilizantes e logística, entre outros.

Para Gregoire Boyen, diretor geral Norte e Nordeste da Timac, o mais importante no investimento é o potencial de crescimento do Estado, considerado por ele um paraíso agrícola. “O Pará tem tudo para ser uma promessa agrícola. Tem qualidade de terras, tem áreas potenciais para desenvolvimento e plantio de vários produtos”, afirma.

Segundo Lucélia Guedes, diretora de Desenvolvimento da Indústria e Atração de Investimentos da Seicom, a expectativa é de novos ganhos para o Estado futuramente. “A empresa também protocolou um pedido de inclusão no Plano de Atração de Novos Negócios através do Selo de Prioridade, onde empreendimentos estratégicos e que sejam de um novo segmento do Estado possam ter prioridade nos trâmites internos do governo. A Timac é mais uma grande empresa que o governo do Estado, por intermédio da Seicom, consegue captar para implantar suas atividades na região, trazendo desenvolvimento e colaborando para a geração de emprego e renda à população paraense”, afirma.

Emprego e Indústria paraense cresce, enquanto média nacional patina

Somente nos últimos dez dias, duas pesquisas divulgadas revelam o bom momento da economia paraense. De acordo com o Ministério do Trabalho, o Estado acumula uma geração de empregos de quase 35 mil novos postos de trabalho no ano, sendo o maior número da região norte e o quarto maior percentual do país, com 4,4%, enquanto que a média nacional de geração de empregos ficou em 2,2% nos primeiros nove meses do ano. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou estudo que aponta o Pará com crescimento de 10,6% no ritmo da produção industrial no ano, enquanto que a média nacional ficou com índice negativo de três pontos percentuais.

A chegada de novos investimentos, como a instalação confirmada da Timac, em Barcarena, reforça a expectativa de bons investimentos e números ainda melhores nos próximos anos. “Este novo panorama econômico que o Pará atravessa renova os ânimos dos investidores, produzindo reflexos positivos, principalmente, sobre o mercado de trabalho”, explica Maria Amélia Enríquez, secretária de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom). “Há uma conjunção de fatores favoráveis a esse dinamismo: de um lado o esgotamento das oportunidades do Centro Sul do país no que diz respeito ao uso produtivo dos recursos naturais, que ainda é a base da economia paraense, e de outro o ambiente de confiança dos investidores na política e na economia do Estado”, argumenta.

Segundo ela, o ambiente favorável aos novos investimentos e à ampliação de negócios já existentes vem sendo cada vez mais fortalecido. “Isto se dá principalmente pela continuidade de políticas de atração de investimentos e de incentivos produtivos, e a expectativa é de que o aquecimento da economia continue produzindo bons resultados”, explica.

De acordo com a análise da Seicom dois aspectos chamam atenção nos resultados positivos sobre a geração de empregos. “O emprego está mais descentralizado setorialmente e mais descentralizado espacialmente. Do ponto de vista setorial, distintamente de outros meses, mais ramos de atividades se destacam.

Em relação ao mês de setembro, a Construção Civil ainda se manteve como o carro-chefe, com a geração de 2.224 postos de trabalhos, mas retrocedeu em 40% na comparação com outros períodos. Outros segmentos estão se destacando, como a Indústria de Transformação - mecânica, alimentos, bebidas, madeira -,  com a criação de 711 novos postos; a Agropecuária, que ficou entre os setores que apresentaram melhores resultados, com 693 postos, e o setor de Comércio e Serviços com a criação líquida de 830 novos postos, entre outros”, diz a secretária Maria Amélia.

Quanto à distribuição espacial, percebe-se que as novas oportunidades de trabalho não estão mais concentradas na Região Metropolitana de Belém (RMB), como há algum tempo. Hoje a RMB colabora com 19% do saldo, sendo que é o interior do Estado que oferece mais de 80% dos novos postos formais de emprego. “Além de Altamira, temos um forte impulso em Marabá, Castanhal, Paragominas, Santarém e outros polos”, afirma.

De acordo com o secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, David Leal, as obras públicas executadas pelo governo em Belém e no interior do Estado também garantem geração de empregos. “Em todas as regiões temos obras estruturantes sendo tocadas, com recuperação de rodovias, ampliação de hospitais, reforma e construção de escolas, espaços públicos como ginásios, centros de convenções, etc. Isso gera aumento do ritmo de produção industrial, especialmente na Construção Civil, mas puxa também a geração de empregos, tanto na fase de execução das obras como nas etapas posteriores, para garantir o funcionamento desses espaços”, afirma o secretário.

Empresas estão de olho e investindo no interior

No mês de setembro, a partir do esforço concentrado de diversos órgãos do Estado, deu-se o efetivo início, em Marabá, da implantação da fábrica de correias transportadoras (insumo que tornará os setores da mineração e logística ainda mais competitivos em nosso território), com investimento previsto de R$ 92 milhões, geração de 250 empregos diretos e 110 indiretos apenas na fase de instalação.

Há também o caso da implantação da Rexan Amazônia Ltda, no município de Benevides, cujas negociações com o governo do Estado iniciaram em 2011. A indústria já está instalada e em operação desde junho de 2013, produzindo embalagens metálicas (latas em alumínio), com investimentos na ordem de R$ 126 milhões, com 85 empregos diretos e previsão de alcançar 137 até 2017.

Outro caso que é destacado é o investimento no Estado realizado pela Natura, indústria líder no mercado de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal, instalada também no município de Benevides e já em fase pré-operacional. As primeiras negociações junto ao Estado para a instalação do Projeto Ecoparque iniciaram em 2011, com a concessão de benefícios ficais em 2012 e o início da operação em 2014.

O projeto engloba investimentos para um complexo sustentável de empresas, tendo a Natura como âncora. A fábrica já está instalada para a produção de sabonetes, noodles e se prepara para fabricar óleos e manteigas, fazendo a integração de todas as etapas de produção nesse segmento.

Além desses investimentos, o Projeto Ecoparque da Natura prevê a atração de outras empresas participantes da cadeia produtiva, e criação de novos negócios sustentáveis. Em um curto período para uma implantação de indústria, apenas na fase de construção da fábrica, a empresa gerou em torno de 440 empregos indiretos e gera atualmente 228 empregos formais na mesma fábrica de sabonetes.

Os investimentos já realizados giram em torno de R$ 129 milhões, com previsão de atingir a cifra de 168 milhões até 2017. “Além desses, há dezenas de outros empreendimentos em fase de prospecção, instalação e expansão no Estado do Pará que contaram com o apoio e as ferramentas de atração de negócios do governo do Estado”, afirma Maria Amélia.

Nenhum comentário

imagem de uma pessoa em frente a tela no notebook com a logo do serviço balcão virtual. Ao lado a frase indicando que o serviço