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Empresas de tokens florestais aguardam chamamento para moldar nova regulamentação do mercado de capitais


As empresas de tokens florestais como a 4Rest Preservation querem participar ativamente no Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) da CVM. Instituída pela autarquia na semana passada, a iniciativa vai moldar uma nova regulamentação experimental do mercado de capitais. “Isso vai garantir a segurança jurídica para os chamados Real World Assets (RWAs) e evitar barreiras operacionais em inovações de conservação”, diz Marco Giotto, fundador e CEO da 4Rest Preservation. 

A atuação nestes fóruns é essencial por três motivos. Primeiro, em relação a segurança e padronização regulatória. A tokenização ambiental envolve a representação digital de direitos reais (como cotas de manejo e créditos de carbono) em redes distribuídas. Portanto, influenciar as diretrizes da CVM evita ambiguidades entre o que é um utility token e um valor mobiliário. 

Segundo, para validação de práticas de monitoramento. Os ativos florestais dependem de auditorias físicas complexas. O GT oferece a oportunidade de propor que o uso de dados de satélite, blockchain e smart contracts seja formalmente aceito como prova de lastro pelo regulador. 

E terceiro, dar escalabilidade do Mercado. A construção de normativas adequadas gera maior confiança para investidores institucionais aportarem capital, permitindo que a preservação seja financiada via emissões fracionadas com liquidez em mercado secundário. 

Tokens Florestais 

Não há um número exato e oficial sobre o setor de empresas da área já que o mercado de ativos ambientais e blockchain é descentralizado. Estima-se que existam entre 15 e 25 empresas e startups ativas que transformam conservação florestal, créditos de carbono e bioeconomia em ativos digitais no Brasil. 

Algumas das principais empresas atuantes no setor são a Ambipar (Ambify), multinacional brasileira focada em gestão ambiental que possui uma plataforma própria para fracionar e compensar carbono em projetos de conservação; a BMV Global, que lançou o "MundiToken" lastreado em Unidades de Crédito de Sustentabilidade (UCSs) provenientes de áreas preservadas por produtores rurais; a 4Rest Preservation, que permite que qualquer pessoa adquira tokens a partir de 1 m² de floresta nativa preservada com foco especial na Mata Atlântica e Cerrado; a ForestiFi, Fintech sediada em Manaus focada em investimentos de impacto que tokeniza produtos da sociobiodiversidade e manejo sustentável; a Brazil Carbon Asset (BRCA), que oferece tokens lastreados em carbono real com registro e custódia na B3; e a Amazonic One, que emite o token AMZ1 garantindo a proteção de áreas amazônicas atreladas a créditos de carbono e monitoramento em tempo real. 

Diferença entre token de preservação e crédito de carbono 

Embora os dois instrumentos atuem na preservação ambiental, a principal diferença é que o crédito de carbono é um ativo voltado para compensação de emissões (medido em toneladas de CO₂), enquanto o token de preservação (ou token florestal) representa a posse direta de uma área de mata (medido em m²). 

O ponto central defendido por Marco Giotto é o aprimoramento dos processos de auditoria e a validação de lastro real, que funcionam como mecanismos de segurança, transparência e confiança no mercado. “Eles garantem que um ativo digital, contrato ou título financeiro realmente possua o valor que diz ter e que seja lastreado por um ativo real (como um imóvel, produto agrícola ou dinheiro)”. 

Para mais informações e entrevista com a fonte, por favor, contate: 

Luciana Juhas - 11 99645-3499

Cleinaldo Simões – 11 98192 0700

Nayara Alves – 11 98192 0002


Fonte: Cleinaldo Simões 

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