Mordida de animais: Santarém soma 340 casos em oito meses e acende alerta contra raiva

Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) — Foto: arquivo HMS

Cães lideram as estatísticas de ataques, seguidos por gatos e morcegos. Infectologista alerta para a busca imediata por atendimento médico após ferimentos.

O Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) registrou 340 notificações de ataques de animais entre janeiro e agosto de 2026. Os dados acendem um alerta para a prevenção da raiva em Santarém, no oeste do Pará. A orientação médica é buscar atendimento imediato após qualquer mordida ou arranhão.

Do total de casos notificados nos primeiros oito meses deste ano, os cães foram os principais causadores, com 229 registros. Em seguida, aparecem os gatos (72), morcegos (26), macacos (12) e um porco.

O volume de atendimentos mantém a rede de saúde em alerta contínuo. Apenas no mês de setembro de 2025, por exemplo, a unidade contabilizou 41 registros do tipo. Naquele mês, os cães também lideraram os ataques (30), seguidos por felinos (5), porcos (3), macacos (2) e morcego (1).

A raiva é uma doença infecciosa grave, que afeta o sistema nervoso central e é transmitida pela saliva de mamíferos infectados. De acordo com o médico infectologista do HMS, Alisson Brandão, a principal forma de prevenção é evitar o contato direto com animais silvestres e bichos domésticos desconhecidos.

"Principalmente em atividades em florestas e matas fechadas, é recomendado evitar o contato com animais silvestres. É muito importante não pegar, segurar ou colocar esses animais no colo, principalmente os macacos", explicou o especialista.

O que fazer após o ataque
Em caso de ferimento, a vítima deve lavar o local imediatamente com água corrente e sabão. Em seguida, é necessário procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para a avaliação inicial. Se houver indicação médica, o paciente receberá o soro antirrábico, que está disponível no hospital municipal.

O infectologista reforça que até mesmo lesões pequenas precisam de avaliação profissional. Ele pede atenção redobrada para quem costuma dormir em áreas abertas ou acampamentos.

"É importante ter cuidado para não ser mordido ou ter contato com morcegos. Quem vai dormir ou acampar em redários deve estar atento e evitar qualquer contato com esses animais", alertou Brandão.

Fonte: Santarém
TAG