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Moradores denunciam despejo de lixo em área do bairro Vigia em Santarém

05/05/2015 09h51 - Atualizado em 05/05/2015 12h28


Motivo de descarte de lixo no local seria a manifestação no lixão de Perema. Manifestantes liberaram portão do lixão de Perema na noite de segunda-feira.

Moradores denunciaram que caminhões coletores de lixo estariam despejando lixo em uma área do bairro Vigia, em Santarém, oeste do Pará. Segundo eles, a situação estaria acontecendo por causa da manifestação que estava acontecendo no Lixão de Perema desde sábado (2).

Uma equipe da TV Tapajós foi até o bairro, na manhã de segunda-feira (4), e flagrou um carro coletor de lixo despejando resíduos em uma área onde são retirados aterros. “Nós fomos comunicados a partir de sábado e o secretário nos falou que seria no máximo 24 horas que esse lixo seria jogado aqui, só que já fomos chamados de novo pelos moradores e viemos ver se era verdade e é verdade. Tem o lixo, o odor e a quantidade de urubu. Os moradores estão reclamando dessa situação”, disse o representante da Associação de Moradores do bairro Vigia, Paulo Roberto.


O local também serviu para descarte de resíduos pela prefeitura no mês de março, quando também houve interdição do aterro de Perema. De acordo com os moradores do bairro Vigia, o lixo depositado na área naqueles dias, ainda não foi retirado. Próximo a área, moram aproximadamente 60 famílias, que estão preocupadas com o risco de contaminação do solo e de igarapés. “É um bairro abandonado pelo poder público e o que o município está nos trazendo é lixo, não manda obra, não manda infraestrutura e o povo está revoltado”,  afirmou o representante da Associação de Moradores.

O representante do Conselho de Segurança da grande área do Maicá, Adilson Matos, questiona a situação e cobra uma explicação do governo municipal. “A área fica dentro da zona urbana sem o local adequado. O lixo enquanto seja provisório, mas teria que ser colocado em um local impermeabilizado para que não sofresse o risco de contaminação tanto do solo, quanto do lençol freático, fora as nascentes dos igarapés do Urumari e do Mutunuy, que ficam aqui próximo. Lamentamos o descaso do governo municipal e a falta de compromisso com o povo”, criticou.

Escolha do local

Sobre o lixo que estava sendo jogado, o secretário de infraestrutura, Edilson Pimentel, informou que foi o único local encontrado para despejar o lixo coletado na cidade. O local inclusive, foi uma escolha dele, como alternativa para que o problema não agravasse.

Lixão de Perema

Lideranças comunitárias que estavam realizando manifestação em frente ao portão de acesso do lixão de Perema, localizado na Rodovia PA-370, liberaram o local na noite de segunda-feira.


A manifestação estava sendo realizada desde a manhã de sábado (2). Inicialmente os manifestantes impediram somente a entrada de caminhões de lixo na área do aterro de Perema. No domingo (3), os manifestantes utilizaram troncos e galhos de árvores para bloquear parte da pista, no trecho que fica em frente ao lixão e na manhã de segunda-feira (4), fecharam um trecho da PA-370, impedindo a passagem de veículos. A rodovia foi liberada ainda na tarde de segunda-feira, após ordem judicial, mas os manifestantes continuaram acampados em frente à entrada do aterro até a noite.

Segundo o movimento “Fora Lixão”, que pede o fechamento do aterro sanitário do Perema, o ato ocorreu porque a prefeitura descumpriu o prazo acordado que evitava o despejo de dejetos fecais no lixão.

Entenda

Há 12 anos em funcionamento, o lixão de Perema ainda não obedece a lei de resíduos sólidos e os moradores das comunidades do entorno relatam que igarapés estão contaminados pelo chorume do lixão e que as pessoas já estão tendo problemas de saúde por conta dessa situação.

A comissão, composta por representantes das comunidades do entorno do lixão de Perema, esteve em Brasília (DF) na semana passada, pedindo apoio para solucionar o problema. Uma denúncia foi protocolada no Ministério de Meio Ambiente para que sejam tomadas providências de imediato em relação ao caso.

Fonte: G1/Santarém

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