sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sem acordo com Prefeita, Sintepp deflagra greve em Itaituba


Professores decidiram optar pela greve, após Prefeita não reajustar salários. Em nova Assembléia geral ocorrida na tarde de sexta-feira dia 27, O sindicato dos Trabalhadores em Educação o Pará, subsede Itaituba (SINTEPP) decidiu deflagrar greve na rede municipal de ensino. A decisão saiu após a Coordenação do Sintepp fazer um amplo relato sobre a última tentativa de negociação ocorrida na manhã de quinta-feira, dia 26, entre a categoria e a prefeita Eliene Nunes, que pela terceira vez novamente não apresentou nenhuma proposta aos professores.

Após a explanação feita pela sindicalista professora Suely Souza, aonde explicou aos professores que a Prefeita havia proposto que o Sintepp fizesse antes uma análise e avaliação do aspecto financeiro da Prefeitura quanto ao que foi arrecadado, incluindo Fundeb e recursos próprios, como maneira de entrar em novo diálogo para uma possibilidade de conceder aumento à categoria que em sua pauta de negociação pede 25% de reajuste salarial, além de outras melhorias no setor educacional.


Antes da votação pela Assembléia que optaria entre abrir nova rodada de negociações analisando a prestação de contas da gestão municipal ou entrar em greve, vários professores se inscreveram e falaram durante três minutos dando proposta e opinião sobre o tema em Pauta que constou da reunião com a Prefeita e deflagração ou não de greve.


O professor Rosivaldo Fernandes foi contundente e propôs greve por entender que o governo está empurrando com a barriga para enfraquecer a luta do Sintepp. Ana Cativo, mais branda, propôs uma nova rodada de negociações com avaliação das contas do Município a ser feita pelo Sintepp. Mas entre os professores que usaram da palavra predominou o sentimento da greve, o que foi concretizado pela assembléia.


A assembléia optou pela greve com 69 votos favoráveis, 5 abstenções e 15 a favor de que o Sintepp primeiro faça uma devassa nas contas da gestão de Eliene Nunes para depois decidir mediante avanço nas negociações. Como a lei exige que o Sindicato cumpra trâmites burocráticos e respeite o prazo de 72 horas para que de fato o professor deixe de ir para as escolas, na segunda-feira, dia 02, a entidade enviar documento à Prefeita, Justiça e direção das escolas, comunicando a greve, com a mesma ocorrendo de direito apenas na quinta-feira quando os professores ao invés das escolas irão para a sede do Sintepp.


Mas independente do resultado que decidiu pela greve a Coordenação do Sintepp enviará à Justiça local documento pedindo uma audiência com as presenças de membros do Ministério Público, Juiz e prefeita Eliene Nunes. Como a greve foi deflagrada no final de sexta-feira apenas na segunda, dia 02, a Prefeita deverá se manifestar a respeito da decisão dos professores que se sentem traídos por terem apoiado em massa a Eliene Nunes, que também é professora e agora estariam sendo escorraçados e em alguns casos até alvos de perseguição política, como foi dito por alguns.

Vários fatores foram citados na fala dos educadores para que essa peleja entre o governo e a entidade tivesse desfecho de greve. Radicalismo, falar de propostas e excesso de negociações que estavam desgastando a categoria, os professores entenderam que a Prefeita estava usando estratégia de empurrar com a barriga e desarticular o movimento, primeiro colocando a Semed e depois assumindo as negociações apenas para dizer que não tem dinheiro para conceder o aumento.

Fonte: O Impacto e Nazareno Santos

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