quarta-feira, 13 de julho de 2016

Produtores contribuem para Programa que vai fomentar cadeia produtiva da mandioca no Pará


Produtores dos municípios de Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra, no oeste paraense, puderam dar suas contribuições à elaboração do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Mandioca. O programa vai desenvolver e fortalecer essa produção em todo o Pará e está sendo coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap). Técnicos da Sedap ouviram também representantes do comércio varejista e as Secretarias Municipais de Meio Ambiente dos três municípios.

Os trabalhos fizeram parte da primeira Oficina de Planejamento Participativo Orientado por Projeto, realizada nesta segunda, 11, e terça-feira, 12, na sede do Sebrae em Santarém. São parceiros da Sedap na elaboração desse programa a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme).

A região oeste do Pará tem destaque na produção de mandioca e por isso foi escolhida para receber a primeira etapa das oficinas, que vão levantar propostas, dificuldades, desafios, proposições e soluções para o desenvolvimento da cadeia produtiva da mandioca.

“Levantar as dificuldades da cadeia produtiva da mandioca e buscar proposições de quem desenvolve a atividade em todo estado do Pará. Esse é o trabalho que está sendo desenvolvido para subsidiar a criação do Projeto Pro Mandioca. Em Santarém, a primeira etapa. Depois Bragança e Marabá. Reunindo essas informações vamos subsidiar a criação desse programa, que é coordenado pela Sedap, mas todos os órgãos que fazem parte da cadeia produtiva desse setor estão contribuindo. É um programa de Governo que tem parceiros em todos os segmentos. A previsão para concluir o programa é outubro. Ele será apresentado a todo o segmento produtivo. É uma missão trabalhosa, pois cada região tem sua característica peculiar”, explica Heloísa Helena, diretora de Agricultora Familiar da Sedap.

Os produtos oriundos da mandioca são muitos e já estão incorporados à cultura alimentar do paraense. Também são atrativos turísticos e muitos restaurantes e bares utilizam esses produtos em seus pratos e petiscos. Heloisa Helena conta que, por isso, vários segmentos participam da elaboração do programa. Ela conta que um representante do setor de comércio varejista informou que toda semana são comprados cinco mil quilos de fécula de goma de mandioca em Belém, para abastecer Santarém.

“Podemos produzir aqui mesmo. Sem planejamento, a mandioca está sendo substituída por outras culturas e o custo de transporte onera o produto. Podemos evitar essa evasão de recursos e fomentar a economia local. Por isso, todos os segmentos estão sendo ouvidos", argumentou Helena.

Para o presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, o programa é bem vindo e vai ajudar bastante o desenvolvimento da produção de mandioca no oeste paraense. Ele informou que a safra deste ano sofreu uma queda considerável em razão do verão que foi intenso no ano passado. Por isso, o comércio local teve que importar de outros estados.

“A gente tem procurado melhorar as condições de plantio. Preparo do solo, condições, mecanização. Para agregar maior produtividade em área menor. O beneficiamento também é nosso foco, para diminuir custos e agregar uma renda melhor. Temos o privilégio de poder plantar mandioca o ano todo. Por isso esse programa será bem visto e querido por todos os produtores”, disse Mário Zanelato.

Atualmente, o Pará produz 4,6 milhões de toneladas/ano de mandioca em uma área plantada de pouco mais de 302 mil hectares. É o maior produtor brasileiro de mandioca. “A maior parte dessa produção é feita por pequenos agricultores. Todos da agricultura familiar. Então, a carência por novas técnicas e tecnologias atuais são os principais desafios a serem vencidos. Esse programa vai nos ajudar bastante”, finalizou o presidente.

Fonte: SECOM
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