sexta-feira, 15 de julho de 2016

Museu de Ciências da Amazônia promove resgate cultural e fomento ao turismo em Belterra


O município de Belterra, no oeste paraense, terá o primeiro museu de história natural do Pará. O Museu de Ciências da Amazônia usará a educação para estimular o turismo e disseminar cultura, explorando a riqueza cultural deixada pela passagem do ciclo da borracha no município e seu patrimônio natural. Nesta quinta-feira, 14, uma solenidade realizada no centro histórico de Belterra marcou o início das obras do museu.

A cerimônia contou com a presença do secretário de estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica, Alex Fiúza de Melo, de diretores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de Luiz Felipe, coordenador da Organização de Desenvolvimento Cultural e Preservação Ambiental (AmaBrasil), secretários municipais e outras autoridades locais.

Belterra possui vasto e rico patrimônio histórico, herdado da implantação do ‘Projeto Ford’, em 1934. O magnata Henry Ford sonhava em construir um império no coração da Amazônia, usando a riqueza oriunda da exploração do látex natural. Nascia o então chamado Ciclo da Borracha.

O projeto ambicioso de Ford, contudo, não durou por muito tempo, mas deixou uma estrutura urbana invejável à época para os padrões locais e baseada na arquitetura norte-americana, entre casas pré-fabricadas em madeira, hidrantes, caixas d’água, escolas e um até hospital.

Todo esse patrimônio será a base do projeto de criação e da política pedagógica do Museu de Ciências da Amazônia. A começar pela implantação de suas instalações, a serem erguidas no local onde funcionou o hospital construído por Henry Ford para atender os trabalhadores da vila àquela época.

“A ideia é aproveitar o patrimônio cultural histórico, legado da época da borracha, deixado e custeado por Henry Ford. Vamos resgatar parte desse patrimônio, como a caixa d’água, o antigo hospital e outros prédios históricos”, explica Alex Fiúza de Melo.

O investimento inicial será de cerca de R$ 15 milhões, sendo R$ 4,3 milhões em recursos próprios do governo do Estado e o restante proveniente do BNDES. As primeiras ações envolvem a restauração do antigo hospital Henry Ford, do alojamento da Embrapa, das duas caixas d'água, da casa construída para que Ford nela morasse, e ainda o inventário da fauna e flora da região, o projeto museológico, o abastecimento de água e o esgotamento sanitário do município.

Vizinho ao Museu está a Floresta Nacional do Tapajós (Flona) e dezenas de praias banhadas pelo Rio Tapajós. Esse patrimônio também será alvo das ações do Museu de Ciências. “O Museu vai servir de referência para formação de pessoal local no trato da biodiversidade que temos no entono e na aplicação para o turista no trato dessa biodiversidade, que inclui não só a borracha, mas diversos fármacos, cosméticos e outras matérias-primas vegetais. Será um atrativo turístico incorporado ao Polo Tapajós, que tem Alter do Chão como porta de entrada”, detalha Fiúza.

Inicialmente, segundo o secretário, a AmaBrasil e a Sectet serão as responsáveis pela gestão do Museu e sua metodologia de trabalho, que vão incorporar, de forma participativa, várias instituições, órgãos e entidades. “Ama Brasil e a Sectet vão ficar à frente da gestão no período de implantação. Mas a ideia é de que no futuro essa gestão seja feita pela própria comunidade, haja vista que o projeto já será sustentado a partir do atrativo turístico. É um modelo plural, interativo, que dialoga com escola, universidade, parte cultural e setor turístico. Várias secretarias de estado terão agenda aqui, como Seduc, Sedect, Secult e Setur. Essa é a nossa perspectiva”, informou o secretário.

A previsão é de que o Museu entre em operação em 2018. Para a diretora Departamento de Economia da Cultura do BNDES, Luciane Borbulho, o Museu possui uma dimensão que vai além do aspecto cultural. “Esse projeto é resultado de um processo de articulação e cooperação entre governo do Estado, Prefeitura de Belterra, Instituto Butantan, AmaBrasil e o BNDES. Esse trabalho tem dimensão cientifica, ambiental e cultural com potencialidades econômicas, por isso o consideramos um marco”, disse.

Fonte SECOM
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